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Igreja de São
Benedito/Passagem |
O
bairro da Passagem surgiu para ser um ponto de apoio na travessia para o
Canal do Itajuru. Porém suas riquezas arquitetônica e histórica
transformaram o local em um interessante e agradável ponto turístico.
Passeando pelas ruas estreitas e de calçamento antigo, o visitante pode
observar as casas em estilo colonial do século passado, de janelas baixas e
coloridas, todas patrimônio histórico. Muitas ainda conservam em sua
cobertura as famosas telhas moldadas nas coxas das escravas grávidas. A
Igreja de São Benedito fica bem no centro do bairro, no largo de mesmo nome.
Construída em 1701, nasceu para abrigar os escravos negros, pois a eles não
era permitido freqüentar a mesma igreja que os brancos. Dessa forma, nada
mais digno do que colocar no altar mor um santo negro, São Benedito. A
capela é bem menor e não ostenta a beleza barroca da Matriz N. S. da
Assunção, mas sua riqueza está na simplicidade do estilo. Depois de o centro
ter sido escolhido para núcleo urbano da cidade, o bairro da Passagem acabou
tornando-se uma vila de pescadores. Para chegar ao local é só ir em frente
pela Avenida Assunção e dobrar à direita. Ou, então, seguir pela orla, até o
final da praia do Forte e virar à esquerda.
Conjunto arquitetônico e
urbanístico do largo de São Benedito e adjacências: igreja de São Benedito,
largo de São Benedito e respectivos imóveis, nº 8, 11, 13, 53 e 60 Rua
Almirante Barroso, nº 399 Rua Maestro Clodomiro Guimarães de Oliveira, casa
nº 25 Rua 1º de Maio (antiga rua do Salga Peixe), nº 5 (casa Magalhães
Pinto), 9 e 58 Rua Manoel Antônio Ribeiro (antiga rua da Penha), nº 16, 22,
30, 36, 58, 66 e 78 O conjunto arquitetônico e urbanístico com seu casario
tradicional e singelo é constituído principalmente de edificações dos
séculos XIX e XX, com um ou dois pavimentos, a mais antiga remontando ao
século XVIII. É sobretudo notável a escala e a harmonia da ambiência urbana
luminosa e arejada, destacando-se a igreja oitocentista dedicada a São
Benedito. O bairro da Passagem, onde se localiza, é reconhecido como o sítio
urbano mais antigo de Cabo Frio. A denominação Passagem, deve-se à
existência no local de um porto às margens do canal de Itajuru, ponto de
embarque e desembarque de mercadorias, incluindo o tráfego de escravos e do
pau-brasil, abundante nas matas nativas da região. O bairro caracterizou-se
por abrigar, ao longo de sua história, atividades relacionadas à pesca e à
navegação, além de servir como local de moradia. Palco de festas religiosas
e tradicionais, foi berço dos blocos carnavalescos que marcaram a presença
da cultura negra no local.
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Capela de N. S. da Guia |
A
capela de N. S. da Guia, localizada no alto do morro de mesmo nome, também é
um patrimônio cercado de histórias e lendas. Foi construída em
1740 pelos frades franciscanos, atrás do convento de N. S. dos Anjos. Diz a
lenda que a imagem de N. S. da Guia, possuía um altar dedicado a ela no
convento, mas quando colocada lá, aparecia no dia seguinte em cima do morro.
E assim acontecia toda vez que insistiam em levá-la para baixo. Depois de
várias tentativas, acabou-se por fazer a vontade da santa e uma
capela foi construída em cima do morro para abrigar a imagem. Lá temos o
ponto mais elevado da cidade e de lá tem-se uma belíssima visão panorâmica
de Cabo Frio e dos municípios vizinhos. Com as reformas para a construção de
um mirante, agora a área permite avistar também a Ponta do Arpoador e a
praia do Peró. Durante a noite o visual é imperdível. E se depois de tudo
isso bater aquela fome, não é preciso descer. O Quiosque da Guia oferece
diversos lanches, além de manter exposto um acervo de fotos antigas da
cidade.
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Teatro Municipal
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O
Teatro Municipal da cidade é um prédio novo, construído em 1997, com estilo
arquitetônico italiano. O telhado é colonial e o lado de fora é totalmente
cercado de areia branca que imita a areia da praia. O interior é composto
por arquibancadas em formato de ferradura que proporcionam uma ampla
visibilidade da cena. A lotação é de 350 lugares sem cadeiras e 270 com
cadeiras. As apresentações de teatro, grupos de dança ou encenação teatral
com textos escritos por artistas da região têm preferência no local, o que
não impede a presença de personalidades famosas. O teatro foi inaugurado em
grande estilo, com a peça "Paixão", encenada pela atriz Natália Thimberg. O
teatro também colaborou com as programações culturais da cidade com as
apresentações de Chico Anysio, da atriz Zezé Mota e Dercy Gonçalves. O
teatro municipal fica na Avenida do Contorno, em frente aos novos quiosques
e ao lado da Secretaria de Turismo, na praia do Forte.
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Convento de N. S. dos
Anjos e Museu de Arte Sacra
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Em 1615, o Capitão-Mor de Cabo Frio, Estevão Gomes, começou a doar terras
aos seus amigos a fim de iniciar o desenvolvimento econômico da região. A
ordem Franciscana foi uma das contempladas e recebeu um trecho de terra onde
deveria fundar o seu convento. A obra só foi concluída 81 anos depois, em
1696. Localizado na base do morro da Guia, ao lado da ponte Feliciano Sodré,
o Convento é um dos marcos da arquitetura religiosa do período colonial. Ao
lado da nave central encontra-se o cemitério Franciscano e, no topo do Morro
da Guia, a Capela de Nossa Senhora da Guia. Juntamente com o convento, essas
construções compõem o conjunto arquitetônico mais importante da cidade em
termos de patrimônio histórico. Desde 1982, funciona no local o Museu de
Arte Sacra, que conta com uma sala de exposição, abrigando permanentemente o
acervo religioso de imagens raras do período da arte barroca dos séculos XVI
e XVII, em terracota e madeira. E para quem deseja deixar o local levando
uma lembrança, o Museu abriga uma lojinha que vende artigos culturais,
incluindo publicações especializadas, camisetas e mini-quadros dos artistas
mais significativos da região. De quarta a sexta-feira, das 14h às 20h. As
visitas também podem ser feitas com a companhia de um guia turístico. Dessa
forma é possível saber a fundo toda a história, lendas e causos populares
que cercam o Convento de Nossa Senhora dos Anjos.
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Canal do Itajurú |
O
cenário bucólico no Canal do Itajurú lembra a calma e desconhecida Cabo Frio
de antigamente. O pôr do sol é sem dúvida a melhor hora para admirar e
acompanhar o clima romântico do local. O canal tem 6 Km de extensão, que
liga a lagoa de Araruama ao oceano Atlântico, e tem seu ponto mais conhecido
no centro da cidade, em frente ao bairro da Gamboa. Ali no calçadão, na
beira do canal, é onde fica a famosa feira de artesanato da região, muito
procurada pelos turistas no fim da tarde. Também é lá que as escunas ficam
ancoradas para passeios por todo o Canal do Itajurú, incluindo roteiros em
diversas praias. Caminhando na Av. dos Pescadores, ao final de onde se pode
admirar o canal a pé, fica a praia de São Bento. |

Sítio histórico da
fazenda
de Campos Novos |
Implantado numa pequena colina circundada por um amplo descampado, o
sítio histórico é remanescente da antiga fazenda de propriedade da
Companhia de Jesus. O conjunto arquitetônico do final do século XVII,
composto por casa-grande, igreja de Santo Inácio e cemitério, forma uma
quadra com claustro interno nos moldes da arquitetura jesuítica dos
primeiros séculos da colonização. Com a expulsão dos jesuítas em 1759, a
área foi incorporada aos bens da Coroa. Em 1822-1823, as terras foram
objeto de reforma agrária. Em 1993, a sede da antiga fazenda foi
desapropriada pelo município. Na casa-grande conservam-se os tetos de
madeira em forma de gamela. O interior da igreja mantém-se íntegro. A
estrutura arquitetônica original jesuítica está preservada e pode ser
claramente percebida, apesar dos acréscimos posteriores. |
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Palácio das Águias |
Trata-se de sobrado urbano do final do século XIX, de um gosto eclético
ingênuo, ornamentado com elementos de estuque fabricados em série, entre
os quais as águias sobre a platibanda. Um dos últimos remanescentes da
paisagem cultural da antiga rua Direita, tornou-se símbolo da luta pela
preservação do patrimônio arquitetônico da cidade pela população de Cabo
Frio que, em requerimento com mais de mil assinaturas, pediu o seu
tombamento. Localizado na Rua Érico Coelho, nº 48. |
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Anjo Caído |
A
abertura dos canais da lagoa de Araruama, para facilitar as embarcações de
sal vindas do interior de Araruama, foi comemorado com um monumento. Em 1907
foi erguida uma estátua, uma coluna capitel em estilo coríntio, onde se
apoia a figura de um anjo de asas abertas, com 9 metros de altura. Com o
passar do tempo e devido às correntes das marés e aos ventos sudoeste, a
estátua foi, aos poucos, inclinando-se. E acabou sendo comumente chamada de
"Anjo Caído". O monumento fica dentro do Canal o Itajurú, no bairro
Portinho. |
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Ponte Feliciano Sodré |
A
construção da Ponte Feliciano Sodré significou um marco na época em que foi
erguida. Inaugurada em 1926, representou o maior vão livre do país e durante
décadas foi a única entrada da cidade. A Ponte liga o centro da cidade ao
bairro da Gamboa, onde fica a rua dos Biquinis e também é via de acesso ao
município de Búzios. À esquerda da ponte encontra-se o Mercado de Peixes da
região. A Ponte Feliciano Sodré é um dos monumentos que fazem parte da
iluminação especial da cidade. Durante a noite ela recebe uma luz que muda
de cor de acordo com as estações do ano. Durante o verão irá ostentar um
belíssimo tom de amarelo. Vale a pena parar um pouquinho no calçadão do
Canal do Itajurú para admirar. |
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Fonte do Itajurú |
Um
jardim cercado, quase saindo do centro da cidade. É a impressão que se tem
da Fonte do Itajurú. Mesmo que não exista uma documentação relativa à
verdadeira função da fonte, tudo leva a crer que suas águas abasteciam um
acampamento de pesca indígena tupinambá, além de fornecer água potável às
fortalezas e embarcações européias que traficavam pau-brasil na região. Em
1847, por ordem de D. Pedro II e por ocasião da sua visita foi construída
uma guarita em pedra para proteger a fonte, com o teto decorado com azulejos
importados. A Fonte foi de grande importância para a colonização da região,
pois graças à sua excelente água potável, a cidade foi abastecida por ela
até a metade do século. Hoje é um espaço aberto a visitações e nos seus
jardins encontram-se árvores nativas como o pau-brasil e a guabiroba. Apesar
de não ser um local muito conhecido pelos turistas, é bem agradável e
completamente cercado de verde. Os banquinhos lá dentro são ideais para um
bom descanso e para umas boas fotos. A Fonte do Itajurú está localizada na
Av. Júlia Kubitscheck, centro e fica aberta diariamente das 8 às 17h.
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Forte São Matheus
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O
Forte que dá nome à praia mais famosa de Cabo Frio foi construído no século
XVII pelos portugueses, para defender a terra das invasões dos franceses,
ingleses e holandeses. Desta época de conflitos, ainda restam os canhões
utilizados nas batalhas, que mesmo após as restaurações que o forte sofreu,
ainda continuam voltados para o mar, em eterna defesa da cidade. A casa onde
os soldados viviam encontra-se nos recintos do forte e hoje serve de espaço
para a exposição de artesanatos e quadros de artistas da região. Localizado
no canto esquerdo da praia, o forte, lá de cima, proporciona uma visão
completa de toda a extensão da praia até Arraial do Cabo. Do outro lado
também é possível visualizar a parte pouco explorada da Ilha do Japonês e os
pescadores trabalhando. Faz parte também da beleza do Forte São Matheus,
admirá-lo de longe, principalmente à noite quando é especialmente iluminado
e sua luz reflete nas águas da praia do Forte, um espetáculo digno de
admiração. |
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Igreja de N. S. da
Assunção |
Quando
os navegadores portugueses, desbravando mares, descobriam uma nova terra,
fazia parte da tradição religiosa dar à cidade e à igreja que deveria ser
construída, o nome de um santo. Portanto, nada mais natural do que dar a
Cabo Frio o nome de Santa Helena, já que sua fundação é comemorada em treze
de novembro, dia de Santa Helena. Durante algum tempo o local foi chamado
assim, até que o Capitão-Mor, por ocasião da inauguração da igreja, em1663,
mandou vir de Portugal uma imagem da santa. O navio chegou às praias
brasileiras com a encomenda, mas por um engano a santa que lá estava era N.
S. da Assunção. Mandado de volta para Portugal, o navio acabou voltando seis
vezes, pela força do mar. Os pesquisadores não comprovam a história contata
durante décadas pelo povo, mas, de fato, a igreja acabou tornando-se a
Matriz de N. S. da Assunção. É a sétima igreja mais antiga do país, foi
totalmente construída em estilo barroco e decorada em ouro. Possuía uma das
imagens mais antigas do Brasil, a de N. S. da Conceição, que, infelizmente,
acabou sendo roubada. Além de apreciar a beleza da arquitetura barroca da
igreja, pode-se adquirir artigos religiosos e saborear um café na lojinha
que fica ao lado. A paróquia de Nossa Senhora da Assunção localiza-se na
praça Porto Rocha, no centro da cidade, ao lado do cinema.
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Charitas |
O
prédio onde hoje funciona a Casa de Cultura de Cabo Frio guarda em suas
amplas salas muita história. Já foi orfanato, abrigo nos tempos da Segunda
Guerra Mundial, fórum, biblioteca municipal e sede da Secretaria Municipal
de Cultura. Uma história que começou em 1837, quando a casa foi construída e
denominada Charitas (pronuncia-se Káritas), ou Casa de Caridade. Nessa
época, as crianças eram muito freqüentemente abandonadas e para evitar que
esses bebês, na sua maioria filhos de escravos e índios, tivessem um destino
incerto, surgiu o Charitas. Uma roda na entrada da casa era o mecanismo
usado para recolher as crianças e, por esse motivo, o local também ficou
conhecido como Casa da Roda. Atualmente, o Charitas abriga a exposição
permanente do acervo de José de Dome, artista plástico reconhecido
internacionalmente e que viveu muitos anos na cidade. A casa é um espaço
dinâmico, promovendo constantemente seminários, oficinas, palestras e
apresentações de música, dança e teatro. Outro ponto forte do Charitas são
as aulas de piano, inglês e desenho - entre outras - oferecidas a preços
populares. O pátio dos fundos do Charitas abriga outro tesouro histórico da
cidade: o Pelourinho, do ano de 1660. Trata-se de uma coluna de pedra onde
eram afixados os editais da Câmara e onde eram expostas os criminosos à
espera do castigo. Uma média de 60 visitantes passa pelo local diariamente,
número que salta para 200 na alta temporada. O Charitas fica na Avenida
Assunção, no Centro da cidade, e está aberto à visitação de segunda a sexta,
das 8h às 20h. Aos sábados, domingos e feriados o horário de funcionamento é
das 14h às 20h.
Edificação iniciada no
século XVIII, passou por três grandes etapas construtivas ao longo dos anos.
Da primeira construção restam as fachadas laterais e o bloco atualmente
ocupado pela capela-mor e sacristia. Do século XIX é a fachada principal com
a evocação da virtude teologal da Caridade (inscrita no friso em latim:
Charitas). Esse título passou a designar o modo como o edifício é conhecido
pela população. Durante o século XX acrescentaram-se anexos que não romperam
a unidade neoclássica externa.
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